Congresso Internacional Brasil 2026 destaca competitividade e cooperação internacional na abertura

14/10/2026

Cerimônia reuniu lideranças nacionais e internacionais para debater os desafios e as oportunidades da indústria têxtil e de confecção

O Congresso Internacional Brasil 2026 teve início no dia 14 de outubro, no Centro de Convenções de Fortaleza, no Ceará, reunindo lideranças empresariais, autoridades e representantes de entidades nacionais e internacionais. Com o tema “Futuro em Movimento: Transformação, Inovação e Novas Realidades”, o encontro promove debates sobre competitividade, inovação, sustentabilidade e os desafios da indústria têxtil e de confecção diante das transformações globais.

Realizado pela Abit, em conjunto com a International Textile Manufacturers Federation (ITMF) e a International Apparel Federation (IAF), o Congresso segue até o dia 15 de outubro.

Na abertura, Ricardo Steinbruch, presidente do Conselho de Administração da Abit, destacou a importância da cooperação internacional e de condições equilibradas de concorrência para fortalecer a indústria brasileira.

“A Abit defende um comércio internacional aberto, baseado em regras equilibradas e transparentes. A integração dos mercados precisa caminhar com condições justas de concorrência, responsabilidades equivalentes e respeito aos compromissos tributários, trabalhistas e ambientais. Essa previsibilidade é essencial para quem investe, produz e gera empregos”, afirmou.

O presidente da ITMF, Juan Parés, abordou os desafios da indústria têxtil mundial e as oportunidades proporcionadas pelas novas tecnologias. “A inteligência artificial, a digitalização, a automação avançada e os novos materiais estão abrindo possibilidades que pareciam inimagináveis há poucos anos. Mas a tecnologia, por si só, não pode garantir o progresso”, destacou, em tradução de sua fala.

Na sequência, Stefano Festa Marzotto, presidente da IAF, defendeu maior colaboração entre os diferentes elos da cadeia produtiva. “Hoje esperamos que os fabricantes sejam mais rápidos, mais flexíveis, mais sustentáveis e mais transparentes, mantendo os preços baixos. Mas cada investimento tem um custo, e não se pode esperar que os fabricantes absorvam tudo isso”, afirmou, em tradução de sua fala.

Representando a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Neide Freitas, diretora de Industrialização Sustentável e Transformação Tecnológica, destacou a parceria com a Abit para um estudo inédito sobre resíduos têxteis industriais e pós-consumo. “O objetivo é produzir uma base nacional de informação e reunir elementos para orientar um modelo de logística reversa para o setor”, explicou.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Ricardo Cavalcante, ressaltou a importância da inovação para a competitividade. “A competitividade industrial não será definida apenas por quem consegue produzir mais barato, mas por quem reúne as melhores condições para inovar, produzir com eficiência e responder às exigências de um mercado em permanente mudança”, afirmou.

Em participação por vídeo, o deputado federal Augusto Coutinho, presidente da Frente Parlamentar Mista José Alencar para o Desenvolvimento da Indústria Têxtil e de Confecção do Brasil, destacou a relevância econômica e social do setor. “São muitos motivos para fortalecer a indústria têxtil, cujas pautas mais relevantes estão entre os temas do Congresso”, ressaltou.

Encerrando as manifestações, Fábio Feijó, secretário de Desenvolvimento Econômico do Ceará, apresentou as estratégias do estado para fortalecer a cadeia têxtil e de confecção. “Nós estamos construindo, em parceria com o setor produtivo, um novo programa para incrementar nossa cadeia de valor, em parceria com a indústria Vicunha”, afirmou.

Fotos: Carlos Pereira | Capture