Comportamento do consumidor e IA pautam debate sobre o futuro do mercado
15/10/2026

As mudanças no comportamento do consumidor e o papel da inteligência artificial na adaptação das empresas às novas dinâmicas de mercado foram debatidos no segundo dia do Congresso Internacional Brasil 2026, que ocorre de 14 a 15 de outubro em Fortaleza (CE). Com o tema “Novas expectativas, dados e mudanças de comportamento de mercado imprevisível”, o painel foi mediado por Michelle Tjokrosaputro, da Dan Liris.

Mariana Santiloni, Head of Trends & Consumer Behavior da WGSN Latam, apresentou tendências de consumo para 2028, destacando a fragmentação das identidades e a demanda por experiências personalizadas. “Até 2028 a gente não vai ter um consumidor padrão, um consumidor comum”, afirmou, reforçando que as mudanças nos padrões tradicionais de consumo exigem que as marcas desenvolvam novas formas de compreender e se relacionar com seus públicos.

Thomas Gries, diretor do Institut für Textiltechnik (ITA), da RWTH Aachen University, abordou as aplicações da inteligência artificial na indústria têxtil e de confecção, destacando a importância da integração de dados, da automação e da colaboração entre os diferentes agentes do setor. “O caminho para o futuro da transformação digital passa, em última análise, pela cooperação. Nenhum de nós consegue fazer isso sozinho”, reforçou.

Cacau Moraes, IA Product Manager da Insider, apresentou a experiência da marca no uso de inteligência artificial para personalizar o atendimento e facilitar a jornada de compra através do WhatsAp. A executiva ressaltou a importância de integrar dados e tecnologia à estratégia de negócios. “O que a gente entendeu e a gente fez dentro de casa foi usar AI pra impulsionar resultado, mas mais do que isso, pra chegar mais próximo do nosso cliente”, destacou.
Fabio Davidovici, CFO & COO da Aramis, discutiu as transformações no comportamento do consumidor masculino e o papel da tecnologia na personalização das experiências de compra. O executivo também destacou a necessidade de conciliar resultados de curto prazo com investimentos em inovação. “Nem todo retorno é financeiro imediato”, ressaltou.
Fotos: Carlos Pereira | Capture